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Mia Amaral Gomes

"El dolce far niente"

Mia Amaral Gomes

"El dolce far niente"

Qua | 28.11.18

"Entre MARIDO e MULHER não se mete a colher"

Mia

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Perdoem-me os que pensam que a mulher é apenas e só uma forma de manter a reprodução, não lhes permitindo pensar que a mulher felizmente é muito mais que isso. 

A violência doméstica não é apenas e só virada para as mulheres (se bem que na sua maioria sim), a violência doméstica é sobre todas as vítimas, tenham elas a idade que tiverem e não é apenas e só para aqueles que vivem debaixo do mesmo tecto. 

Entendemos por violência doméstica, todo o acto que nos faz sentir menores, sejam eles de caracter físico, sexual, psicológico, emocional... E se tu és a vítima ou o agressor, só posso dizer que lamento de coração que sejas essa pessoa... Mas se tu és alguém capaz das suas capacidades cognitivas, então por favor faz alguma coisa, não sejas egoísta. 

Por muito horrível que o ser humano se tenha vindo a tornar isso não quer dizer que sejamos merecedores de menos respeito, dignididade ou amor. 

O amor, bem, embora a considere a força mais poderosa do mundo devo confessar que sei que não é uma coisa que devemos pedir a terceiros, porque o que não vem de livre e espontânea vontade é porque não tem que vir. Então sobre o facto de não recebermos amor, sejamos capazes de aceitar esse triste acontecimento.

Quanto ao respeito e à dignidade passa-se a mesma coisa, são sentimentos e valores que não se pedem, eles na sua maioria são intrínsecos ao Homem. 

Mas voltando "à vaca fria" o que é que se passa na cabeça de quem é violento com quem mantem uma relação e não, por favor não me venham com a conversa dos direitos iguais, não me venham com a conversa de que aquela mulher é de mais ou de menos para vocês. Não permitam estes cenários nos dias que correm.

A ti, MULHER, juro-te em segredo que se por um segundo eu tivesse a capacidade de adivinhar o teu sofrimento eu faria tudo por ti, dava-te a estabilidade que qualquer coração merece e ainda que a tua voz seja muda e a minha pouco nítida, MULHER, eu por ti dava o mundo! 

Embora mulher tal e qual como tu, sei que iria arranjar forças para lutar e não era só por ti. Eu ia ser a tua voz e a voz das que por azar do destino foram silenciadas. 

Uma coisa eu te prometo a ti, um mundo bom constrói-se quando damos e recebemos nas mesmas proporções. E por ti MULHER, eu dava o peito às balas, denunciava quem te mal trata, e com a força de mil homens eu não sei o que faria a quem tão mal te fez. 

Os teus filhos, perguntas tu? Os teus filhos são uma extensão de ti, e na minha cabeça é impensável que uma criança cresça a aprender que violentar e apanhar é normal. Quanto ao teu casamento não te preocupes, não tenhas medo se estás no meio de uma família super religiosa, aos olhos de Deus atos de violência não são nunca considerados como atos de amor, e sabes porquê? 

Porque "o amor é paciente, O AMOR É BONDOSO. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. NÃO MALTRATA, não procura os seus interesses, NÃO SE IRA FACILMENTE, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." 

 

Mia